CONSIDERA INTERESSANTE UM LIVRO SOBRE VIATURAS ANFÍBIAS DOS FUZILEIROS (LVT-4 / CHAIMITE / LARC-5)

13/03/11

FUZILEIROS NA GUERRA COLONIAL

(ACTUALIZADO)
          No ano em que se comemora os 50 anos da criação da Escola de Fuzileiros, eis uma resenha redigida com o objectivo de recordar a Guerra Colonial, tendo em linha de conta que como acontecimento histórico do passado recente da Nação, traduziu-se na prática no 1.º "teste de fogo" aos ensinamentos ministrados na Escola de Fuzileiros e ao seu produto, as gerações de militares que desde 1961 ostentam a Boina dos Fuzileiros.

GUERRA COLONIAL


Guiões das unidades de Fuzileiros

DÉCADA DE 60
          Os Fuzileiros participaram activamente com 12.255 militares durante toda a Guerra Colonial (1961 a 1974), nos três TO - Teatros de Operações onde se desenrolou o conflito bélico:

• Angola: - Rio Zaire, Dembos, Rio Lungué-Bungo, Rio Zambeze, Rio Cubango; - 17 DFE's e 22 CF's destacados;
• Guiné-Bissau: - Bissau, Rio Cacheu, Cacine, Cumbijã; - 27 DFE's e 12 CF's destacados;
• Moçambique: - Cabo Delgado, Niassa, Tete, Lourenço Marques; - 19 DFE's e 12 CF's destacados.

          Foram das principais forças militares portuguesas mobilizadas para o combate de contra-guerrilha, criando-se para o efeito 3 tipo de unidades de combate:
DFE - Destacamentos de Fuzileiros Especiais: 13 unidades metropolitanas e 3 africanas, cada uma inicialmente com 75 e a partir de 1967 com 80 efectivos (4 Oficiais, 6 Sargentos, 14 Cabos, 32 Marinheiros e 24 Grumetes), divididos em três grupos de assalto vocacionados para missões de combate ofensivo de limitada duração e penetração na orla costeira (golpes de mão) e realização de operações conjuntas com os outros ramos das FA's;
CF - Companhias de Fuzileiros Navais: 12 unidades, cada uma com 140 efectivos (7 Oficiais, 8 Sargentos, 13 Cabos, 36 Marinheiros e 76 Grumetes), divididos por três pelotões de atiradores e uma formação de comando, composta pela secção de comando e uma secção de quartéis.           Dispunham ainda de uma secção de abastecimento, secção de secretaria, secção de comunicações e secção de saúde, competia-lhes a missão de patrulhamento, escolta de comboios fluviais de embarcações mercantes, desempenhar o serviço de Polícia Naval e montar segurança a navios, aquartelamentos e Comandos Navais;
Pelotões Independentes: 4 unidades, cada uma com 43 efectivos (2 Oficiais, 2 Sargentos, 4 Cabos, 13 Marinheiros e 22 Grumetes), tratou-se de unidades destacadas para o Ultramar e integradas no dispositivo local da Marinha, nomeadamente no Arquipélago de Cabo Verde.

          De salientar que por regra cada Fuzileiro cumpria duas comissões de serviço no Ultramar, integrado num DFE ou CF, existindo inclusivo diversos militares, nomeadamente entre as classes de Sargentos e Praças, que cumpriram até 4 comissões, cada uma de 2 anos de serviço.
          Tal particularidade justifica-se em virtude de todas as unidades de Fuzileiros, nesta época serem formadas por militares do Quadro Permanente e Voluntários, o que traduzia-se num determinado número de militares com experiência de combate, que por inerência contribuia para o aumento do desempenho operacional da respectiva unidade.
          Finda a comissão de serviço no Ultramar, a unidade de Fuzileiros regressava a Portugal, sendo os seus efectivos rendidos na totalidade, no entanto mantinha o mesmo n.º de designação como unidade militar, que após nova constituição orgânica, destacava novamente para África em comissão de serviço, somente a Marinha de Guerra Portuguesa dos 3 ramos das FA's adoptou este sistema de rendição de unidades militares.



Guarnição do DFE n.º 2 destacado em comissão de serviço em Angola entre 1965-1967 (Foto cedida por SAJ Afonso Brandão / FZE e Mergulhador-Sapador)

          Em 10 de Novembro de 1961, após concluir a instrução e formação em Portugal, parte para Angola num DC6 da FAP a primeira unidade de Fuzileiros, o DFE n.º 1 [Portaria n.º 18 774 de 13 de Outubro de 1961], composta por 2 Oficiais, 4 Sargentos, 9 Marinheiros e 60 Grumetes, iniciando a sua comissão no âmbito das operações de reocupação militar do Norte de Angola.
          Em Junho de 1962, desembarca na Guiné-Bissau o DFE n.º 2, com o escopo de reforçar o dispositivo militar, participa juntamente com o DFE n.º 7 e DFE n.º 8 na «Operação Tridente» na ilha do Como, e nas buscas para localizar o Sargento Lobato, Piloto de um avião T6 da FAP que caiu após embate com o respectivo "asa", sobrevivendo à queda do aparelho e seria feito prisioneiro pelo PAIGC.
          Em Outubro de 1962, desembarca a Moçambique a CF n.º 2, tendo por missão garantir a defesa e segurança do Comando Naval de Moçambique em Lourenço Marques (actual Maputo), tendo um dos seus pelotões destacado para Metangula, no Lago Niassa.

- OS MEIOS UTILIZADOS
          No que concerne à dotação orgânica de material, a Marinha de Guerra Portuguesa atendendo à guerra de guerrilha que ocorria nos TO's, apetrechou as unidades de Fuzileiros com meios ligeiros de baixo custo, fácil operação e manutenção.
          Ao longo do conflito, os meios adoptados pouco evoluiram e as unidades de Fuzileiros adequavam casuisticamente os meios empregues conforme a missão a executar.
          Tendo por exemplo a guarnição de um DFE, esta era equipada com os seguintes meios:

• ARMAMENTO:
- Armas individuais:
- Lapiseira-pistola .22¹ (3);
- Pistolas WALTHER P-38 de 9mm (13);
- Espingardas .22 (2); caçadeiras de 12mm (2);
- Espingardas HK G3A2 m/963 de 7,62mm com bipé (8);
- Espingardas HK G3A2 m/963 de 7,62mm (63 + 9 de reserva).

- Armas de apoio:
- Lança-chamas MARAÑOZA² (1);
- Metralhadoras-ligeiras MG-42 mod.59 de 7,62mm (2);
- Lança-Rockets ARMADA 69 ou OGMA de 37mm (2 + 12 granadas SNEB);
- LGF INSTALAZA 58-B "BAZOOKA" ou LGF FIRESTONE H/29 A1 B1 de 88,9mm (2 + 12 granadas);
- Morteiros pesados TAMPELLA 120mm³ (2 + 36 granadas);
- Morteiros médios ECIA 81mm (2 + 36 granadas);
- Morteiros ligeiros M2M/52 de 60mm (2 + 36 granadas);
- Morteirete 60 mm (2 + 36 granadas);
- Peça OERLIKON Mk2 de 20mm³;
- Peça BOFORS de 40mm.




















Peça Bofors de 40mm na Pedra do Feitiço - Angola

- Armamento explosivo:
- Granadas de mão ofensivas SPEL m/962;
- Granadas de mão defensivas SPEL m/963;
- Granadas de mão BIVALENTE PRB 423;
- Granadas de mão de fumo SPEL;
- Granadas incendiárias;
- Granadas armadilhas;
- Cordão detonante²;
- Dilagramas M26A1 "ALG" ou ARMADA 64 (24).

¹ Defesa pessoal de Oficiais;
² Parte da dotação mas pouco utilizado;
³ Utilizado na defesa de instalações
(TAMPELLA na Vila Cacheu - Guiné-Bissau / OERLIKON na Tabanca Grande - Guiné-Bissau).


• COMUNICAÇÕES:
- Apitos (5);
- Transreceptor AN/PRC-6 ou AN/PRC-10 (2);
- Transreceptor HF 156 (2);
- Transreceptor AN/PRC-116 (20);



Marinheiro C "radiotelegrafista" do DFE n.º 9 no Mágué velho

(A partir dos finais da década de 60)
- Transreceptor AN/PRC-216 ou AN/PRC-236 B (2);
- Emissor / receptor RACAL TR-28 B2 HF (2).

• MEIOS TERRESTRES:
- Jipes 4x4 LAND ROVER (3);
- Mercedes UNIMOG 401 / 404;
- Berliet TRAMAGAL;
- Camião de carga SCANIA VABIS ou BEDFORD (1).

• MEIOS ANFÍBIOS:
- Botes pneumáticos ZODIAC ou ZEBRO III (12);
- Motores MERCURY de 50cv (12);
- Botes de fibra de vidro (sintex) "MARUJO".


Bote de fibra de vidro (sintex) "MARUJO"

• FARDAMENTO:
- Fato de combate camuflado padrão "LAGARTO" de 2 peças, acolchoado nos joelhos, cotovelos e ombros, dispondo de 16 bolsos e fechos Zippo; fato de macaco de 1 só peça;
- Botas de combate em cabedal "Botas de Fuzileiro" (estanques e resistentes) ou de lona;
- Meias de enchimento;
- Poncho camuflado com capuz; - Rede mosquiteira de pescoço;
- Cinturão.

• EQUIPAMENTO DIVERSO:
- Máquina fotográfica de 16mm (2);
- Máquina de escrever (1);
- Binóculos (4);
- Bússolas SILVA (10);
- Relógios à prova de água AQUASTAR (10);
- Lanternas estanques (10);
- Filtros para água CATADIN (12),
- Algemas (3);
- Lápis dermográfico;
- Lapiseira de sinais;
- Kit sanitário;
- Faca de combate;
- Cantil de 1 litro
- Very-lights.

• CÃES DE GUERRA: (ler artigo)

- OFICIAIS FUZILEIROS DA RESERVA NAVAL
          Paralelamente no mesmo período temporal e com o início do conflito colonial a carência de Oficiais aumentará substancialmente, deste modo a partir do 4º CEORN - Curso Especial de Oficiais da Reserva Naval (6 de Outubro de 1961) em diante, a Reserva Naval também contribuiu com Oficiais Subalternos para as unidades de Fuzileiros [Portaria 18 393 de 12 de Abril de 1961].
          Os Cadetes que frequentavam o Curso de Oficial da Reserva Naval na Escola Naval eram oriundos de mancebos com frequência universitária ou já detentor de Curso Superior Universitário que se voluntariavam ou eram convocados a cumprir o SMO, observando o disposto na Portaria n.º 18 393 de 18 de Abril de 1961:
- Escola Superior de Belas-Artes;
- Faculdade de Ciências;
- Faculdade de Direito;
- Faculdade de Economia;
- Faculdade de Letras;
- Instituto Nacional de Educação Física;
- Instituto Superior de Agronomia;
- Instituto Superior de Estudos Ultramarinos;
- Instituto Superior Técnico.

          A Reserva Naval registou inclusivo maiores taxas de integração de Oficiais Subalternos nas unidades de Fuzileiros, por regra integrando como Imediato, 3.º e 4.º Oficial, que os Oficiais Subalternos oriundos do Quadro Permanente: - 82 Oficiais da RN em 139 Oficiais integrados nos DFE, correspondendo a 56%; - 217 Oficiais da RN em 328 Oficiais integrados nas CF, correspondendo a 66%;
          De destacar que diversos Oficiais oriundos da RN, após ingresso nos QP's da Armada, comandaram DFE's e CF's.
          A título de exemplo o 4º CFORN forneceu 9 Oficiais que integraram as CF n.º 1 e n.º 2, destacadas respectivamente para Angola e Moçambique.

DÉCADA DE 70
          É de realçar que a durante o conflito colonial, a Guiné-Bissau e Moçambique foram os TO's onde as unidades de Fuzileiros foram colocadas mais à prova, no que concerne à capacidade operacional e resistência física e psicológica, devido às particularidades sui generis do terreno, clima, organização e capacidade de combate da guerrilha do PAIGC (poder de fogo e "fornilhos") e FRELIMO (implantação de minas A/P e A/C).
          No caso da Guiné-Bissau, no início da guerra os Fuzileiros estavam aquartelados na cidade de Bissau e subordinados ao Comando de Defesa Marítima da Guiné (criado pelo Decreto-lei 41 990 de 3 de Dezembro de 1958 e activado em Maio de 1959), actuando na razão de um DFE por bacia hidrográfica (Cacheu, Geba / Corubal e Buba / Cacine).


Fuzileiros em operações em zona de tarrafo da Guiné-Bissau

          No entanto, com o evoluir da guerra, meios de combate e efectivos nas unidades PAIGC, que se materializou numa quase transformação de guerra de guerrilha para convencional, foi necessário ajustar o dispositivo e os Fuzileiros também foram destacados para junto das fronteiras Norte e Sul, sendo atribuídos a um COP - Comando Operacional ou CAOP - Comando de Agrupamento Operacional, nomeadamente para reforço das acções de contra-penetração de guerrilheiros do PAIGC vindo do Senegal ou da Guiné Conakry.
          Em Moçambique, os Fuzileiros operaram nos distritos de Cabo Delgado, Tete e Niassa, sendo este último juntamente com o seu Lago Niassa o cenário por excelência, com bases em Metangula e Coubé, cada uma com um DFE destacado, este distrito era também denominado de "Estado de Minas Gerais" pelas forças portuguesas, em virtude da profusão de minas A/C e A/P colocadas pela FRELIMO.

- OS DESTACAMENTOS DE FUZILEIROS ESPECIAIS AFRICANOS
          Atendendo ao esforço em termos de recursos humanos que Guerra de Ultramar necessitava e dentro da política de africanização do conflito, são constituídos somente na Guiné-Bissau a partir de Abril de 1970, no Centro de Instrução e Preparação de Fuzileiros Especiais Africanos em Bolama, os únicos DFE africanos: DFE 21 [21 de Abril de 1970], DFE 22 [16 de Novembro de 1971] e DFE 23 [1 de Julho de 1974].
          No entanto o DFE 23 nunca chegou a ser formalmente activado, sendo os 3 DFE's africanos desactivados em 25 de Agosto de 1974.
          Tratou-se de unidades guarnecidos por Oficiais, Sargentos e algumas Praças metropolitanos (Comandante, Imediato, quartel-mestre, radiotelegrafista [telefuzo], enfermeiro, etc), sendo as restantes Praças recrutados entre voluntários da população nativa da província, regra geral dando-se preferência aos assalariados do Comando de Defesa Marítima, de Serviços da Marinha, guias de unidades de Fuzileiros, estivadores e pessoal oriundo de companhias de milícias ou caçadores nativos.


Guiões dos DFE's Africanos 21, 22 e 23

          A 22 de Novembro de 1970, o DFE n.º 21 (Africano) participou na «Operação Mar Verde», na Guiné-Conakry, competindo-lhe a missão de atacar a prisão “La Montaigne”.

- BAIXAS ENTRE OS FUZILEIROS
          Segundo a Comissão COLOREDO, durante todo o conflito, os Fuzileiros tiveram 185 baixas mortais, sendo que entre os feridos, 50% dos mesmos foram vítimas do efeito de minas A/P, A/C ou "fornilhos":
Angola: [57 mortos] 13 em combate; 34 por acidente e 10 por doença;
Guiné-Bissau: [99 mortos] 55 em combate; 35 por acidente e 9 por doença;
Moçambique: [29 mortos] 13 em combate; 10 por acidente e 6 por doença.
          O único Oficial que faleceu em combate foi um 2TEN FZ da Reserva Naval da CF n.º 1, oriundo do 18.º CFORN, em Junho de 1973, no Chilombo - Leste de Angola.
          Findo o conflito do Ultramar e extinção dos Comandos Navais e de Defesa Marítima das ex-colónias em 1975, com a finalidade de uniformizar de modo mais profícuo procedimentos operacionais e administrativos, tornou-se necessário estruturar em Batalhões as Companhias de Fuzileiros existentes, criando-se os Batalhões de Fuzileiros n.º 1, 2, 3 e 4 [Portaria n.º 258/75 de 16 de Abril].

15 comentários:

  1. Mais uma singela homenagem deste nosso grande Amigo da Marinha.
    É notório a admiração e respeito que nutre pelas gerações que combateram na Guerra Colonial!
    Não esqueceu ninguém - oficiais, RN, sargentos, praças, tropas africanas, as dificuldades e o empenho...

    1 Abraço
    M. O. Cmg REF

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  2. Apenas uma rectificação com o objectivo único de esclarecer: O 4.º curso especial de oficias da Reserva Naval - 4.º CEORN assim se designava até ao 8.º A partir do 9.º a designação passou a ser efectivamente CFORN (curso de formação)
    Também de corrigir a indicação de que para a Resrva Naval também foram universitários oriundos das faculdades de Ciências, do Instituto Superior Técnico e das faculdades de Economia.

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  3. Excelente descrição dos Fuzileiros na Guerra Colonial nesta data que se comemora os 50 anos.
    Parabéns.
    Abraço
    Afonso Brandão

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  4. O sargento Lobato não foi abatido. Foi acidente aéreo com o seu "asa" Furriel que faleceu.
    Também existiam as viaturas pesadas Mercêdes.
    Também, alguns oficiais da RN, serviram como Imediatos ( no meu caso do DFE 9 )
    OS MEUS PARABÉNS AO ARTIGO E EM ESPECIAL AO : Rodrigues Morais. A este camarada que nunca foi Fuzileiro, mas que comunga essas ideias de Fuzo, vou propor uma homenagem na ASSOCIAÇÃO DE FUZILEIROS. ABRAÇO A TODOS.

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  5. A Marinha teve 4 "Torre e Espada" na Guerra Colonial. Os 4 são Fuzileiros.

    RVargas

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  6. Meu caro:

    Fui oficial fuzileiro na Guiné, e no fundo não tenho nada de especial a dissertar, como reparo, ao conjunto do texto.

    Todavia, sobre a Guiné, há pequenas imprecisões.

    A) a actividade principal operacional dos fuzileiros na década de 70 esteve centrada fora de Bissau.
    Deixou de haver unidades de FZE`s aquarteladas na capital, a não ser em períodos excepcionais para a defesa da própria capital, como aconteceu com a minha, em finais de 1971, já no final da comissão. Portanto, somente as CIAs ficaram aquarteladas em Bissau.

    Desde 1969, e por imposição do Comando-Chefe, general António Spínola, as unidades de FZE`s foram desterradas para Ganturé.

    Aqui, foi, portanto, a principal base operacional de fuzileiros, na margem do Cacheu, sob a orientação de um comando (COP3) que enquadrava Exército e Marinha em terra. Estavam lá sediados, no meu tempo, três DFE`s em permanência e um pelotão de um CIA em rotatividade. Havia mais um DFE, o 21, cujo quartel estava em Bolama.

    B) As regiões de operações dos DFE'S e Companhias (nomeadamente no apoio a combóios) estenderam-se por outras regiões ribeirinhas e não só: desde 1970, pelo menos até 1972, um DFE esteve em permanência na região do CAOP 1 (Teixeira Pinto), após a morte dos três majores que compunham o Estado-Maior daquele comando.

    Desde 1971, actuaram, também, nas regiões localizadas nas duas margens dos rios Geba e Corubal, quer partindo de Porto Gole, quer ficando mesmo aquartelados na Península de Gãpará.

    Também estiveram em prolongada permanência em Buba, com actuação em toda a zona, bem como actuaram nas duas margens do rio Mansoa.

    Sobre a participação do destacamento 22 no desembarque de Conacri, não corresponde à realidade. Em Novembro de 1970, este DFE não existia. Participaram sim dois oficiais, que vieram a ser o comandante e o imediato do mesmo, os falecidos comandantes Rebordão de Brito e Benjamim Lopes Abreu, respectivamente.

    D) A finalizar, somente um dado operacional e de estatuto. As únicas quatro medalhas de Torre e Espada que o regime de então galardou a Marinha foram atribuidas a oficiais, sargentos e praças que estavam ao serviço dos fuzileiros.

    O único agraciado que provinha de uma outra classe (Marinha) comandante Alpoím Calvão recebeu a distinção pelos serviços prestados como operacional fuzileiro.

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  7. Queria deixar algumas linhas naquilo que, para além da introdução dos temas expresso na temática do Blog, me é apelativo. A combinação texto e imagem, que em muito valoriza o artigo. E que para mim empresta mais profundidade à informação dispensada.

    RR

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  8. O Destacamento de Fuzileiros Africanos que participou na Operacao Mar Verde foi o DFE 21, como alias foi dito pelo articulista:

    "A 22 de Novembro de 1970, o DFE n.º 21 (Africano) participou na «Operação Mar Verde», na Guiné-Conakry, ao DFE n.º 21 competiu a missão de atacar a prisão “La Montaigne”.

    Tive a honra de servir no 21 de 73 a 74 em Vila Cacheu e Bolama.

    Jose J. Macedo

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  9. CORRETO O DFE PARTICIPOU NA OPERACAO MAR VERDE

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  10. Reembarque no tarrafo.
    DFE 3 - guiné 67/69 - reembarque no Rio Cacheu.
    estava presente fiz parte desse dfe - veiga

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  11. Serafim Lobato.
    Onde estavamos no dia em que os majores foram assaninados em Teixeira Pinto.
    Na fronteira com o Senegal - verdade.
    Veiga

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    Respostas
    1. O assassinato dos 4 oficiais (3 majores e 1 alferes) ocorreu de facto no Chão Manjaco, mas mais propriamente na estrada que ligava o Pelundo a Jolmete, e não em Teixeira Pinto. Era por trilhos que ligavam a esta estrada, que os guerrilheiros do PAIGC normalmente passavam vindos do sul para estacionarem na célebre mata da Caboiana, e mais tarde passarem o rio Cacheu.

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  12. Qual o DFE do maior ronco na Guiné.
    Estava lá.
    Veiga

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  13. reembarque no tarafo.
    DFE3 - guiné 67/69 - reembarque Rio Cacheu.
    Para mais informação e que interessa a muitos Fuzileiros:
    Os elementos situados na posição 2 - 3 - 4; são o Moleiro,Mareco,Tarzan - mais atrás de barbas o cabo Setúbal - na frente a minha dúvida entre o Marinheiro telegrafistaFZE - Serra ou o Almodôvar.
    Estive no DFE 3 e 12 - guiné 67/71.
    um abraço a todos os Fuzileiros.
    Veiga

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  14. procura o marinheiro que esteve em cabo verde em 1967 chamava Antonio Vieira Rosario.contacto 00352691898046

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